Castlevania: Simphony of the night

Castlevania - Simphony of the night

logotipo - jogo Castlevania

CASTLEVANIA é a série de jogos produzidos pela empresa japonesa de jogos KONAMI, que narra a história da família Belmont. A peculiaridade desta família é que em toda geração, um de seus membros torna-se um CAÇA-VAMPIROS!

A “aparente” falta de criatividade do enredo do jogo acaba quando se percebe que nenhuma outra empresa foi tão feliz quanto a Konami e a saga dos Belmont contra Conde Drácula. Os poucos jogos jogos de vampiros existentes por aí são, no mínimo, chatos, diferentemente dos bem-bolados-porém-já-manjados-jogo-de-plataforma.

É exatamente essa falta de compromisso é que faz o jogo tão atraente. O jogo, evoluído desde a sua primeira versão até as mais recentes versões para PlayStation® e N64®, o jogo não tem preocupações em ter gráficos 3D, como anda essa febre ultimamente de QUAKE e DOOM´s por aí. O jogo se mantém, ao menos até agora, a sua “cara” original. (NOTA: Este texto foi originalmente escrito em 2002. Hoje já existe versões em 3d do jogo).

Konami logotipo - Vampire Killer
Konami logotipo – Vampire Killer
Logotipo - Vampire Killer
Logotipo – Vampire Killer
Konami logotipo - Castlevania SotN
Konami logotipo – Castlevania
Logotipo - Castlevania
Logotipo – Castlevania

O primeiro jogo a ser lançado foi no computador MSX2, em 1986 e respectivamente, no console NES. O sucesso foi imediato e o jogo, a medida que a empresa KONAMI foi crescendo, foi ganhando novas versões para outros consoles e novas aventuras com outros membros da família Belmont. Alguns computadores e consoles que ganharam versões do jogo CASTLEVANIA:

  • MSX
  • NES
  • SNES
  • SEGA GENESIS
  • PlayStation
  • PlayStation 2
  • N64
  • GameBoy
  • GameBoy Advanced

O jogo CASTLEVANIA – Symphony of the Night – é uma das exceções que aconteceram durante a série de jogos. O “heroi” do jogo não é um membro da famíla Belmont, mas Alucard, um meio-homem, meio-vampiro, que foi investigar o desaparecimento de Ritcher Belmont (Ritcher desapareceu no jogo Drácula X, no ano de 1788). Alucard volta a CASTLEVANIA (Nome do castelo) em 1793, disposto a descobrir o que aconteceu a Ritcher Belmont. A primeira aparição de Alucard, foi no ano 1476, no jogo “Dracula´s Curse”, para NES.

Aqui vão alguns “Screen Shots” do game para PlayStation e outros do jogo original, de 1986, “Vampire Killer”:

Castlevania - Simphony of the night - Grande jogo de Playstation 1
Castlevania – Simphony of the night – Grande jogo de Playstation 1
Castlevania - Simphony of the night - Allucard Vs dracula
Castlevania – Simphony of the night – Allucard Vs Drácula
Castlevania - Simphony of the night
Castlevania – Simphony of the night
Vampire Killer - MSX
Vampire Killer – MSX: Boa jogabilidade até hoje.
Vampire Killer - MSX
Vampire Killer – MSX
Vampire Killer - MSX
Vampire Killer – MSX: Inspiração e o começo de uma série que dura até hoje.

O espetáculo do jogo é a trilha sonora, digna de cinema. Completamente orquestrada, o jogo para PlayStation ganhou inúmeros prêmios internacionais pela sua excelente trilha sonora. Felizmente, é possível ter uma pequena amostra. Segue alguns arquivos em MP3 e MIDI que deixarão você realmente louco. (NOTA: Não disponibilizamos mais na área de download do site as musicas do jogo, em respeito aos Direitos Autorais da empresa)

Para finalizar, o jogo de PlayStation não é possível disponibilizá-lo da Internet, por ser um CD, além de ser protegido por direitos autorais. Ah, claro, você precisará de um console também, ou de um emulador para o computador, apesar de exigir configurações nada modestas.

O jogo VAMPIRE KILLER você pode conseguí-lo em algum site de emulação, onde seja possível baixar ROM de computadores MSX. Também será necessário um emulador. Recomendamos o BlueMSX. Você pode baixá-lo em http://www.bluemsx.com/ gratuitamente.

Jogo Generally

Imagem Generally - Tela de jogo

Alguém já teve a vontade de ter um jogo no seu PC, mas que fosse divertido como aqueles jogos do ATARI? Os mais velhos responderão certamente que sim.

Um dos maiores problemas nos jogos atualmente é que eles são tão perfeitos que, ao invés de estimular a imaginação, como os jogos mais antigos faziam, hoje, justamente pecam por não fazer isso. Naquela época, na quase pré-história da informática, dava-se muito mais atenção ao jogo em si, do que a aparência dele (tudo bem, existia uma grande barreira técnica para se fazer o que se faz hoje, mas os jogos eram mais divertidos e bem bolados).

O jogo mais “moderno” que eu conheço e que era uma delícia jogar e que lembrava esses jogos mais antigos, era o jogo ROAD FIGHTER, para MSX. O jogo era simples, com um visual mais bonitinho que um enduro do ATARI (pudera, o jogo era de 1985).

Imagem do jogo Road Fighter - MSX
ROAD FIGHTER, da CASIO. Um grande jogo de corrida para MSX.

Bem, demorou muito para eu achar outro jogo que eu curtisse tanto para jogar. Finalmente, alguém, e é claro que tinha de ser de alguém da Finlândia, resolveu usar inteligentemente os recursos atuais e fizeram o GeneRally, um jogo de carros que vem ocupando bastante meu tempo ultimamente e que com certeza, vai passar a dividir o seu tempo também, ao meio desses DOOMS da vida.

TELA PRINCIPAL, CONTROLES E CONFIGURAÇÃO

Engana-se quem acha que encontrará uma grande apresentação no início do jogo. O jogo vai direto ao ponto, entrando num menu onde contém os jogadores e pistas disponíveis.

Imagem: Generally - Menu principal
Generally – Menu principal

Na parte de cima da tela, você define o tamanho da prova. Ela pode ser por voltas na pista ou por quilômetros. Logo abaixo, está a lista de corredores. Dentro da caixa, estão os jogadores disponíveis. Do lado esquerdo, onde estão as linhas, são os jogadores selecionados que participarão da corrida. O jogo está limitado a 6 jogadores ao mesmo tempo.

O jogo, por default, não possui nenhum tipo de piloto pronto. Você deverá criar um novo piloto selecionando o botão “CREATE DRIVER”. Abrirá uma janela onde você colocará o nome do jogador, se ele é humano ou é o computador (Aqui existe um sistema de IA para o computador jogar como oponente). Após criar ao menos um “DRIVER”, você deverá selecioná-lo e escolher uma das pistas na parte de baixo da tela. Selecione uma delas.

O JOGO

Imagem Generally - Tela de jogo
Generally – Tela de jogo

Se você selecionou apenas 1 corredor na pista, o jogo entra no modo time trial. Ou seja, você vai jogar contra você mesmo e suas melhores marcas. O jogo guarda as suas melhores voltas em cada pista e você deverá ganhar de você mesmo! Se selecionar mais de um piloto, o jogo entra no modo corrida,e você deverá fazer o impossível para ganhar(isso não é nenhum trocadilho — o jogo é difícil mesmo).

Os comandos, por default, são as 4 teclas direcionais para o JOGADOR, sendo a tecla UP o acelerador, DOWN, para brecar e LEFT/RIGHT para virar.

Imagem Generally - Alguns tipos de carros
Generally – Alguns tipos de carros

Uma das coisas legais do jogo é a variedade de carros disponíveis. Tem desde carros de rali, passando por Formula 1, MINI(o carro inglês), até TRUCK. Muito legal.

O EDITOR DE PISTAS

Provavelmente, o grande barato do jogo é o editor de pistas. Particularmente dizendo, eu nunca tinha visto nada parecido. Ele é muito versátil e permite você fazer praticamente qualquer coisa.

Generally – Editor de pistas

O editor de pistas parece um editor gráfico, de tão flexível que ele é. Pode-se fazer qualquer coisa praticamente. Veja o mapa acima (que foi feito em 5 minutos, é verdade). E veja o resultado final:

Generally - Resultado da pista editada
Generally – Resultado da pista editada

Perceba que até mesmo os defeitos da imagem original encontram-se na pista, durante o jogo. Ou seja: PERFEITO!!!

ALGUMAS PEQUENAS PERGUNTAS AOS AUTORES

Quem são vocês e onde vocês moram ?
Meu nome é Hannu Rabina e o meu irmão se chama Jukka Rabina. Nós somos os desenvolvedores do GenneRally. Nós moramos na Finlândia.

Quem teve a idéia original do jogo ?
Jukka teve a idéia original do jogo e iniciou o projeto. Eu me envolvi logo depois.

Vocês tiveram alguma “inspiração” especial para fazer o jogo ?
Sim, um jogo chamado Slicks’n’slide. Não se encontra muitos jogos como ele por ai. Simples e divertido. Eu gostaria de dizer que a idéia nunca foi copiar o “Slicks” porque acho que ninguém conseguiria fazer algo daquele tipo.

Vocês possuem colaboradores para desenvolver o projeto ?
Não. Somente nós programamos ele. Também tem algumas pessoas que testam o jogo antes de atualizarmos o programa para o público.

Que linguagem vocês utilizaram para desenvolver o jogo ?
Somente C++.

Para quando podemos esperar uma nova versão do GeneRally ?
Você pode esperar algo novo sim, mas poderá esperar por muito tempo. Nós estamos desenvolvendo ele e lançaremos uma nova versão quando acharmos que ele está pronto. Não existe data definida.

Se um nova versão do GeneRally for lançada, podemos esperar suporte rede (multiplayer)?
É uma possibilidade. Mas não temos planos para isso também.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O jogo é muito bom. Talvez o único problema dele seja o excesso de rigor que a IA do jogo oferece. A curva de aprendizagem do jogo é média e, ao configurar o “DRIVER” como computador, trate de colocar o número da IA bem baixo, pois caso contrário(e mesmo assim) você terá problemas para vencer.

A melhor notícia é que o jogo é GRATIS!!!!!!!! Pode ser baixado na página oficial do jogo em http://generally.rscsites.org/. Na página, há um forum com dezenas (Acho que centenas) de novas pistas que podem ser baixadas para você jogar no seu computador.

Bom divertimento!!!

Jogo Silver

Jogo Silver - Capa do jogo
Jogo Silver
Jogo Silver: Quando a magia é usada a favor do mal…

Silver é um jogo que merece uma posição de destaque na nossa seção de favoritos. Não somente pelo fato do jogo ser bom, mas, como produtores de jogos, temos que olhar com uma certa atenção as experiências bem sucedidas, ou pelo menos, nas boas idéias…

O enredo

Silver não inova em nada no enredo. De certa forma, chega até mesmo a decepcionar.

A história se passa num mundo imaginário Jarrah que é constituido por 8 ilhas, conectadas por pontes. Silver é o mago “malvado” da história, que num belo dia resolveu usar seu poder para dominar as 8 ilhas e junto com seus filhos, Fuge, um assassino terrível, e sua filha, Glass, uma feiticeira, eles transformam Jarrah num mundo marcado pelo terror.

Na ilha central encontra-se HAVEN. E é onde nosa história começa. Silver procura uma noiva para ele e exige o direito da “PRIMA NOCTE” (referencia total ao “direito” que os senhores feudais tinham na Idade Média) e levam todas as mulheres de HAVEN (Isso com certeza indignaria qualquer homem, em qualquer época e é motivo o suficiente para querer sair “quebrando” tudo pela frente… 😀

Bem, tudo estaria bem se Fuge e seus homens não tivessem levado JENNIFER, a sua amada. Bem, é nesse ponto que você entra na história, correndo e lutando, para HAVEN, antes que o navio (carregado de mulheres, diga-se de pasagem!!) saia de HAVEN e levem as mulheres para SILVER. Adianto aqui, e isso é mostrado bem no começo do jogo, que você não chegará a tempo.

Jogo Silver - Capa do jogo
Jogo Silver – Capa do jogo
Jogo Silver: Imagem do jogo
Jogo Silver: Imagem do jogo
Jogo Silver: Imagem do jogo - 02
Jogo Silver: Imagem do jogo – 02
Jogo Silver: Imagem do jogo - 03
Jogo Silver: Imagem do jogo – 03

O que tem de bom no jogo então?

Bem, essa é a parte importante. A primeira coisa é a qualidade gráfica do jogo. Os gráficos são uma mistura de arte tradicional com gráficos poligonais. Você terá oportunidade de ver muitos screenshots aqui neste artigo e poderá comprovar isso.

A mistura é inteligente. Os cenários (o background) são lindíssimos, e o efeito é fantástico. Isso obriga, já que os desenhos são, por assim dizer, digitalizados, o jogo a ter uma espécie de câmera(No melhor estilo de ALONE IN THE DARK), ou seja, o jogo, apesar de contar com movimentos em 3D de todos os personagens, não conta com a mesma mobilidade e variedade em seu cenário. Isso não é um problema. Ao contrário, uma qualidade. Perceba os detalhes nas imagens do jogo.

O detalhe, que deixa o jogo muito interessante é o fato de usarem gráficos poligonais para desenhar os personagens. E, ao contrário do que ocorre em ALONE IN THE DARK, onde fizeram questão de desenhar os personagens enormes e ficava evidenciado que o personagem parecia ser feito de caixa de fósforos, em SILVER, fizeram os personagens relativamente pequenos, evidenciando muito mais o background do jogo do que os personagens. E como os personagens são menores, sobra processamento para dar alguns detalhes a eles, que, se fosse feito em um personagem “grande”, ainda assim, tornariam o jogo esquisito. Ponto para os produtores do jogo. O jogo parece mais natural dessa forma.

Jogo Silver: Imagem do jogo 04
Jogo Silver: Imagem do jogo 04
Jogo Silver: Imagem do jogo 05
Jogo Silver: Imagem do jogo 05
Jogo Silver: Imagem do jogo 06
Jogo Silver: Imagem do jogo 06
Jogo Silver: Imagem do jogo 07
Jogo Silver: Imagem do jogo 07

Músicas e efeitos sonoros

As musicas e efeitos sonoros é outro ponto que merece chamar atenção. Não tem nada de extraordinário nesse quesito, mas está aqui para lembrar-nos o quanto uma trilha sonora e efeitos sonoros são importantes para ambientar o jogo. De nada adiantaria o jogo ser bonito como é e ter uma música de péssima qualidade. Se as músicas não são a melhor coisa do jogo, entretanto elas não atrapalham, o que, convenhamos, já é bastante. Acho que pior do que não ter música num jogo nesse estilo, é ter uma música irritante.

Jogo Silver: Imagem do jogo 08
Jogo Silver: Imagem do jogo 08
Jogo Silver: Imagem do jogo 09
Jogo Silver: Imagem do jogo 09
Jogo Silver: Imagem do jogo 10
Jogo Silver: Imagem do jogo 10
Jogo Silver: Imagem do jogo 11
Jogo Silver: Imagem do jogo 11

Interface

Aqui está, na minha opinião, uma das melhores coisas do jogo. A interface com o jogador. Todos os diálogos estão numa espécie de DIALOG BOX na tela, com a foto de quem está falando (Na versão em português do jogo. Na versão inglesa, as opções são FALADAS e DIALOG BOX), no melhor estilo RPG. Não é uma inovação, é verdade. Entratanto, vale o mesmo comentário sobre as músicas: Não atrapalham. E são simples.

Outro fator a parte é a jogabilidade que o jogo proporciona. É difícil ver um jogo que usa exclusivamente o mouse por um motivo simples: Só existem 2 botões no mouse(Tá, existem 3 botões também, mas o mais difundido por ai são os mouses de 2 botões…). Então, invariavelmente, usa-se o teclado como auxiliar do mouse. O destaque aqui é a forma inteligente de uso do mouse, e, acredito, que se possa fazer cerca de 90% dos comando somente através dele. Tarefas estas que, em outros jogos, são relativamente complexas, como selecionar objetos numa mala, tipo de arma, tipo de armadura, magia, etc…estão a apenas 2 cliques de mouse. E não abre nenhum MENU TEXTO, como é usual nesses jogos, mas um menu gráfico extremamente funcional e agradável.

Concluindo…

Bem, eu ainda não terminei o jogo para dizer se há um grande final ou não (Na verdade já terminei, mas é para dar um suspense 🙂 ), mas o que importa aqui é ver o jogo e tentar aplicar algumas idéias em seus próprios jogos.

A interface é o ponto forte na minha opinião e o ENREDO é ponto fraco. É perceptivel o quanto é “batida” a história e você percebe isso na pobreza dos diálogos. Não é um jogo que inova em nada, entretanto, tecnicamente dizendo, ele é ótimo e serve como base para você se quiser fazer um jogo do gênero. O enredo não chega a estragar o jogo, afinal não é uma obra prima, mas também não atrapalha. É apenas um tema corriqueiro. Mas a qualidade geral do jogo acaba compensando.